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PM presa por morte de soldado carbonizado pode ser solta após relatório da Polícia Civil

A informação foi divulgada nesta segunda-feira (24) e representa uma mudança importante em relação ao início da investigação, quando Júlia passou da condição de suposta vítima de um sequestro para principal suspeita da morte do colega de batalhão.

24/08/2026 às 13h54 Atualizada em 24/08/2026 às 14h21
Por: Rita de Cássia Fonte: GC Mais
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Uma nova informação pode mudar o rumo da investigação sobre a morte do soldado Raphael Sampaio da Silva, de 27 anos, encontrado carbonizado dentro do próprio carro em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza. A policial militar Júlia Natália Girão Gomes, que está presa desde o dia do crime, pode ser solta após a análise de um habeas corpus apresentado pela defesa. Segundo informações Portal GCMais, o relatório final da Polícia Civil não aponta responsabilidade direta da soldado pela morte de Raphael.

A informação foi divulgada nesta segunda-feira (24) e representa uma mudança importante em relação ao início da investigação, quando Júlia passou da condição de suposta vítima de um sequestro para principal suspeita da morte do colega de batalhão.

Apesar da nova conclusão, a policial não está sendo considerada inocentada de todas as suspeitas. Conforme a apuração, ela permanece investigada e o relatório não afasta a possibilidade de que tenha tido algum tipo de participação no contexto que levou à morte de Raphael.

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O ponto central é outro: segundo as informações obtidas pelo Portal GCMais, Júlia não teria participado diretamente da ação de matar o soldado, ou seja, não seria apontada como responsável pela execução.

A defesa tenta usar essa conclusão para obter a liberdade da policial ou, alternativamente, a conversão da prisão em domiciliar.

Relatório da Polícia Civil muda rumo da investigação

A investigação começou com uma versão apresentada por Júlia de que ela também teria sido vítima de criminosos que abordaram o carro em que estava com Raphael.

Ela foi encontrada com as mãos amarradas em uma área de mata de Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza, e inicialmente relatou aos investigadores que havia sido sequestrada. Segundo a versão apresentada naquele momento, os criminosos teriam matado Raphael e levado a policial para outro local.

As circunstâncias relatadas, porém, passaram a ser questionadas pela Polícia Civil. A investigação encontrou contradições nos depoimentos da militar e imagens que confrontavam parte da narrativa apresentada por ela.

Entre os elementos que provocaram a reviravolta estava uma gravação que mostrava Júlia na oficina do marido na manhã do crime. Outro registro indicava a presença do casal deixando a filha na escola em um horário incompatível com parte da versão apresentada pela policial.

Com isso, Júlia foi presa em flagrante por homicídio e passou a ser investigada pela morte do colega.

Agora, o relatório final produzido pela Polícia Civil apresenta uma conclusão diferente em relação à participação direta da soldado na morte.

A conclusão mencionada não significa que toda a investigação envolvendo Júlia tenha sido encerrada. Ela permanece sob investigação para esclarecer se teve alguma participação anterior ou indireta na dinâmica do crime.

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