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Acusado de jogar mulher do 10º andar solto pela Justiça foi ao velório da vítima e chorou abraçado ao caixão

Além da morte da companheira, Alex Leandro Bispo dos Santos é apontado como membro do PCC e dono de uma empresa investigada por fraudes em um contrato milionário com a Prefeitura de São Paulo.

25/08/2026 às 09h00
Por: Rita de Cássia Fonte: G1 Ceará
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O empresário Alex Leandro Bispo dos Santos, de 40 anos, que teve a prisão revogada pela Justiça de São Paulo no dia 6 de agosto, após ser preso por suspeita de jogar a companheira do 10º andar do prédio em que o casal morava, esteve no velório da vítima no Ceará. 

O crime aconteceu na madrugada de 29 de novembro e vitimou a cearense Maria Katiane Gomes da Silva, de 25 anos. Inicialmente, Alex alegou para os parentes de Katiane que ela havia caído após uma discussão do casal.

No entanto, após ter acesso às câmeras de segurança do prédio, a polícia identificou que o homem agrediu a jovem, arrastou e tentou enforcá-la dentro do elevador. Momentos depois, Katiane caiu e ele apareceu nervoso, descendo no elevador.

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Alex Bispo foi preso em dezembro de 2025, por suspeita do feminicídio da companheira. A vítima deixou uma filha, de um relacionamento anterior, que morava com os avós.

Presença no velório

Antes de ser apontado como suspeito do crime, Alex Bispo esteve no velório e sepultamento de Katiane, realizado no distrito de Realejo, em Crateús, no interior do Ceará, no dia 1º de dezembro de 2025.

Na ocasião, ele prestou solidariedade aos parentes da vítima, participou das homenagens a ela e chorou abraçado ao caixão da mulher.

A cerimônia reuniu parentes e amigos da cearense, que trabalhou em um supermercado e um restaurante da cidade antes de se mudar para São Paulo para viver com o empresário e passar a atuar como influenciadora.

O homem também é sócio de uma empresa vinculada à produtora do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a polícia suspeita que uma das empresas dele foi usada como fachada para fraudes e desvios de recursos em contratos milionário de wi-fi com a Prefeitura de São Paulo.

A decisão pela soltura de Alex Bispo foi tomada pelo juiz da 5ª Vara do Tribunal do Júri, na Barra Funda.

Ao revogar a prisão, o juiz determinou que o empresárop não se ausente da cidade por mais de oito dias, não mude de endereço, compareça em juízo bimestralmente e mantenha o telefone atualizado. Ele também está proibido de se aproximar das testemunhas do crime.

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