
Mais de 8 mil animais silvestres foram resgatados no Ceará nos primeiros sete meses de 2026, segundo informações apresentadas pelo Corpo de Bombeiros. O número já supera o registrado no mesmo período de 2025. Entre os atendimentos estão ocorrências envolvendo cobras, aves e até espécies exóticas encontradas próximas a áreas residenciais.
A quantidade de resgates também está relacionada às condições do ambiente e às mudanças provocadas pelo período do ano. Durante as chuvas, por exemplo, o aumento do volume dos rios pode fazer com que animais deixem seus habitats e acabem chegando perto das casas.
No segundo semestre, outro fator passa a preocupar: as queimadas. O fogo pode provocar o deslocamento dos animais em busca de locais onde consigam sobreviver.
De acordo com o comandante do Batalhão de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros, Coronel Landim, as cobras aparecem com maior frequência entre os animais capturados pelas equipes. Segundo ele, muitos dos atendimentos começam a partir de chamados feitos pela própria população.
“Os animais que são mais capturados são as cobras. Então, as populações ligam para o Corpo de Bombeiros e o bombeiro vai lá para fazer o resgate desse animal”, explica o coronel.
O aparecimento de um animal silvestre em uma residência ou em uma área urbana pode provocar preocupação nos moradores. Nesses casos, a orientação é não tentar fazer a captura por conta própria.
A presença desses animais em locais próximos às pessoas pode ocorrer por diferentes motivos. Alterações no ambiente natural, mudanças climáticas sazonais e ações como queimadas podem fazer com que eles se desloquem.
No período chuvoso, as cheias dos rios estão entre os fatores que podem levar os animais a deixar os locais onde normalmente vivem.
“Durante as chuvas, as cheias dos rios podem fazer com que os animais deixem o habitat e se aproximem das residências”, afirma Landim.
Já durante o segundo semestre, as queimadas podem provocar outro tipo de deslocamento. Com a alteração ou destruição de áreas de vegetação, os animais podem procurar novos espaços para encontrar abrigo.
“Já no segundo semestre, as queimadas podem provocar o deslocamento em busca de outros locais”, acrescenta o comandante.
Esse movimento pode aumentar a possibilidade de encontros entre animais silvestres e moradores, principalmente em áreas próximas a regiões de vegetação, rios ou locais afetados por incêndios.