
O candidato a governador do Ceará Ciro Gomes (PSDB) comentou o vaivém das decisões judiciais que primeiro interditaram os recursos eleitorais para membros da própria chapa e, posteriormente, reverteram o quadro devolvendo o tempo de propaganda eleitoral de Capitão Wagner (União Brasil) e Roberto Cláudio (União Brasil), nesta quarta-feira, 30.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o tucano associou as decisões desfavoráveis ao trabalho do grupo aliado ao governador Elmano de Freitas (PT), que tenta reeleição. Ciro declarou que as decisões seriam "tentativa de golpe judicial" e se colocou como principal alvo.
"Na política dos ditadores atuais do Ceará, não falta mais nada. Nas últimas 48 horas, o nosso Estado viu o que eu considero uma verdadeira tentativa de golpe judicial contra a nossa candidatura", disse. "O intuito era atingir Roberto Cláudio, meu candidato a vice, e Capitão Wagner, nosso candidato ao Senado. Mas não se enganem, o alvo era a minha candidatura", continuou.
Nesta quarta-feira, coligação de Ciro teve vitória judicial, com o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cassando a liminar do ministro Floriano de Azevedo Marques. A decisão interditava as campanhas de Roberto Cláudio e Capitão Wagner por impasse entre os diretórios do União Brasil e do Progressistas (Progressistas), que divergiram do alinhamento local da federação União-PP, coligada com tucano.
"Vejam bem se isso não é uma coisa verdadeiramente absurda. Os que se consideram os poderosos do Ceará conseguiram que um ministro sozinho do TSE, cuja filha é advogado do Júnior Mano, suplente do senador Cid Gomes — ai que dor — tentasse impedir a nossa candidatura ao governo do Ceará", rechaçou Ciro sobre Marques.
Ele continuou: "Depois da nossa chapa ser registrada como manda lei, faltando apenas cinco dias para o fim da campanha, esse ministro, surpreendentemente e contra qualquer direito, suspendeu o apoio do União Brasil à nossa coligação", disse.
Ainda na terça-feira, 29, Floriano de Azevedo Marques declarou-se suspeito para continuar relatando os processos que discutem a participação da Federação União Progressista na chapa de Ciro. Um dia antes magistrado tinha concededido a liminar que restringiu atos de campanha de RC e Wagner.
O Elmano queria ser candidato único na prática. Me impedindo de participar até da disputa eleitoral em que você, meu irmão e minha irmã, é o juiz maior e final", complementou Ciro.
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