
Os senadores cearenses Camilo Santana (PT) e Cid Gomes (PSB) utilizaram parte dos seus discursos durante a votação do fim da escala 6x1 no Senado Federal nesta quarta-feira, 14, para criticar o também senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), que disputa o segundo turno das eleições 2026 contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Os ex-governadores do Ceará ressaltaram também o posicionamento da oposição na Câmara Alta, que resistiu a votar a favor do fim da escala. Com os votos de Camilo e Cid, os três senadores cearenses em exercício, incluindo Sargento Reginauro (PSDB), votaram a favor do fim da escala. Flávio votou a favor, mas não compareceu presencialmente no Senado.
"Flávio está brincando com o país", diz Camilo
Em discurso, Camilo Santana disse que "muitos da oposição tentaram que a votação não acontecesse agora, neste período antes do segundo turno". "Mas eu quero dizer aqui que estou impressionado como o candidato Flávio Bolsonaro está brincando com o país. É impressionante. Parece que ele não sabe o que quer para o país, gente, nós estamos falando de uma nação. Uma hora ele quer uma coisa, outra hora fala outra coisa", complementou.
Ele continuou: "Parece uma biruta, que quando o vento parte para um lado, ele vai para aquele lado. Quando o vento parte para o outro, ele vai para o outro lado".
"Todo mundo sabe que o Flávio Bolsonaro era contra [o fim] da escala 6x1. Fico feliz porque ele mudou de voto, mas é preciso que a população brasileira saiba que o Flávio Bolsonaro era contra (...). Publicamente ele defendia horas de trabalho, que o patrão negociasse com o trabalhador", relembrou o senador do PT.
Camilo disse, ainda, que isso se chamaria "oportunismo" da parte do senador Flávio Bolsonaro
Flávio sempre foi contra essa matéria", diz Cid
Cid ressaltou que Flávio "sempre foi contra essa matéria". "Tudo fez para dificultar e impedir que essa matéria fosse votada por absoluto oportunismo, ele que é um serviçal da burguesia brasileira, que não tem o menor espírito público, que não pensa nos trabalhadores", acrescentou.
"Temendo um momento de véspera de eleição, de ficar contra os trabalhadores, que será a sua postura, ou seria, se eventualmente ganhasse o governo. Ele não ganhará. O Governo do Brasil terá como presidente Luiz Inácio Lula da Silva", disse Cid.
Mín. 22° Máx. 38°