
O Ceará confirmou 18 casos de Mpox em 2026, segundo dados do painel IntegraSUS, da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), atualizados até esta quinta-feira, 5. O número supera os 13 casos registrados durante todo o ano de 2025, representando um aumento de aproximadamente 38,5%. Nenhuma morte foi registrada.
O primeiro caso confirmado de Mpox em 2026 no Ceará foi na semana epidemiológica 5, entre 1º e 7 de fevereiro. Depois disso, houve uma confirmação por semana nas semanas 6 (8 a 14 de fevereiro), 8 (22 a 28 de fevereiro), 10 (8 a 14 de março), 29 (19 a 25 de julho) e 40 (4 a 10 de outubro).
A situação mudou a partir de outubro. Nas semanas epidemiológicas 41 (11 a 17 de outubro), 42 (18 a 24 de outubro) e 43 (25 a 31 de outubro), foram confirmados quatro casos em cada semana, totalizando 12 novas infecções nesse período.
Fortaleza concentra a maior parte das confirmações, com 16 casos, o equivalente a 88,9% do total estadual. Também foram registrados um caso em Paracuru e outro em Solonópole.
O levantamento mostra uma concentração de infecções entre homens jovens e adultos. Até o momento, todos os 18 casos confirmados são de pacientes do sexo masculino.
A faixa etária de 20 a 29 anos reúne o maior número de ocorrências, com oito registros. Outros sete pacientes têm entre 30 e 39 anos, dois estão na faixa dos 40 aos 49 anos e um tem entre 50 e 59 anos.
Conforme o Ministério da Saúde, em 2026 o Brasil confirmou 665 casos de mpox. Na manhã desta quinta-feira, 5, o órgão comunicou que autorizou a aquisição de até 20 mil doses da vacina contra a doença, por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
A estratégia de vacinação prioriza pessoas vivendo com HIV/aids com contagem de linfócitos CD4 inferior a 100 células/mm³, grupo com maior risco de desenvolver formas graves da doença. O esquema prevê duas doses, com intervalo de 28 dias.
Mín. 23° Máx. 38°