O Brasil é o quarto lugar mais perigoso do mundo para trabalhar como jornalista em 2012. O alerta é da ONG suíça "Campanha por um Emblema de Imprensa" (Press Emblem Campaign, PEC, na sigla em inglês), entidade que defende nos fóruns das Nações Unidas uma maior proteção a jornalistas em locais de guerra e em situações de violência.Com sete mortes acumuladas de janeiro a setembro deste ano , o Brasil perde apenas para a Síria, com 32 jornalistas assassinados, Somália, com 16 mortes, e México, com dez assassinatos. O Brasil está empatado com o Paquistão no quarto lugar e acima de países como Afeganistão e Iraque. A lista é seguida por Honduras, Filipinas e Nigéria.Em todo o mundo, 110 jornalistas já perderam a vida nos nove primeiros meses de 2012, um dos anos mais sangrentos para os meios de comunicação. Nos primeiros nove meses do ano, já há mais mortos que todo o ano passado, quando houve um incremento de 36%.Esses profissionais foram mortos em situação considerada de violência e atentado à liberdade de imprensa, segundo a PEC. Em 2011, houve 107 mortes de trabalhadores de imprensa no mundo. A PEC listou os 21 países mais violentos para o exercício da profissão.Na América Latina, os campeões são o Brasil, em primeiro lugar, seguido por Honduras, pela Bolívia, pela Colômbia, pelo Haiti e pelo Panamá.Na relação dos mais violentos estão a Síria, onde há conflitos há 18 meses; o México, que vive um combate entre o governo e os cartéis de drogas e armas e a Somália, que vive uma guerra civil. Em seguida estão Paquistão, Brasil, Honduras, Filipinas, Nigéria, Bolívia e Índia.O número de jornalistas mortos no cumprimento do dever é atualizado mensalmente, segundo a organização, por isso alguns dados são modificados de acordo com o mês apurado.No período de 2007 a 2011, 545 jornalistas foram mortos. A ONG usa estatísticas de mortes suspeitas entre jornalistas, correspondentes, freelancers, cinegrafistas, técnicos de som, fotógrafos, produtores, administradores e jornalistas de online.Os dados não incluem motoristas, seguranças nem tradutores, por exemplo. A organização informou que recebe informações de associações de imprensa, sindicatos e federações, assim como das Nações Unidas. A análise de dados se baseia em quatro categorias: as vítimas que são alvos intencionais, os mortos acidentalmente, os relacionados a causas criminais, como no caso de traficantes, e fatores desconhecidos.
DN