Papel de destaque
A Mônica da historinha original foi criada para ser coadjuvante do Cebolinha, mas devido ao sucesso de suas aparições, acabou conquistando o papel principal nas histórias de Maurício. Mônica obteve tanto destaque que, em 1970, ganhou sua própria revista pela editora Abril. Foi a primeira publicação infantil colorida do País, com tiragem de 200 mil exemplares.
Cinema
Em 1982, Mônica conquistou espaço nas telonas. O filme "As Aventuras da Turma da Mônica" foi o primeiro de uma série de outras animações produzidas pela MSP que se seguiram: "A Princesa e o Robô" (1983), "As Novas Aventuras da Turma da Mônica" (1986), "Bicho Papão e Outras Histórias" (1986), "Mônica e a Sereia do Rio" (1987), "A Estrelinha Mágica" (1988), "Chico Bento em Óia a Onça" (1990), "O Natal de Todos Nós" (1992), "Cine Gibi - O Filme" (2004), "Cine Gibi 2" (2005), "Turma da Mônica em Uma Aventura no Tempo" (2007), "Cine Gibi 3" (2008), "Cine Gibi 4"(2009), "Cine Gibi 5" (2010) e, em 2012, o "Se Liga na Turma da Mônica".
EmbaixadoraA dentuça também conquistou dois títulos importantes: em 2007, Mauricio de Sousa foi empossado como escritor para crianças do Unicef e Mônica foi nomeada embaixadora do programa, sendo a primeira personagem de histórias infantis a receber essa designação. No ano seguinte, se tornou embaixadora do Turismo Brasileiro: ela atua em campanhas de incentivo à visitação ao Brasil, no País e no exterior.
O criador e sua históriaMauricio de Sousa nasceu na pequena cidade de Santa Isabel, mas cresceu em Mogi das Cruzes, ambas no interior de São Paulo. Desde cedo, os pais procuraram estimular a leitura nos filhos comprando gibis para Maurício e seus irmãos. A atitude, segundo o próprio o Maurício confessa, acabou por incentivá-lo a criar as próprias histórias em quadrinhos. Quando as crianças da rua se reuniam para ouvir histórias contadas pela avó, era Mauricio quem desenhava as ilustrações, criando uma espécie de cineminha. O gosto por narrativas gráficas acompanhou Mauricio durante toda a adolescência e seus traços passaram a ilustrar cartazes e pôsteres para os comerciantes da sua cidade. Aos 19 anos, o cartunista se mudou com a família para a cidade de São Paulo, onde trabalhou por cinco anos escrevendo reportagens policiais no jornal Folha da Manhã.
Início da carreira
Em 1959, quando ainda trabalhava como repórter policial, Mauricio criou o primeiro membro da atual Turma da Mônica, o cãozinho Bidu. A partir daí, uma série de tirinhas com Bidu e Franjinha (dono do cachorro) passou a ser publicada semanalmente na Folha da Manhã. Neste mesmo ano, nasceu Mariângela, primeira filha de Mauricio, que futuramente veio a inspirar uma personagem: a irmã caçula do Cebolinha, Maria Cebolinha. Os anos seguintes foram dedicados à criação de outros protagonistas como Cebolinha, Piteco, Chico Bento, Penadinho, Horácio, Raposão, Astronauta, etc. Mas Mauricio percebeu que seus quadrinhos tinham muitos personagens masculinos e resolveu dar um "toque feminino" às histórias. Então, no dia 3 de março de 1963, há 50 anos, uma menina baixinha e dentuça surge pela primeira vez em uma tirinha do Cebolinha: era a Mônica e seu inseparável coelhinho Sansão.
ResultadosEm 1974, alguns anos depois da publicação da primeira revista da Mônica e do Cebolinha, Mauricio ganhou o prêmio Yellow Kid, uma espécie de Oscar das histórias em quadrinhos. Em 1986, o desenhista levou a turma do bairro do Limoeiro para a Editora Globo, onde permaneceu até 2006. Hoje o cartunista está na Panini, editora italiana multinacional responsável pela publicação e comercialização das revistas das editoras Marvel e DC Comics no Brasil. O mais recente sucesso da Mauricio de Sousa Produções (MSP) foi a versão adolescente da galerinha, a Turma da Mônica Jovem, que só as quatro primeiras edições venderam juntas mais de um milhão e meio de exemplares, além de milhares de produtos derivados.
DN