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Eduardo Cunha chama Temer e Lula como testemunhas de defesa

Eduardo Cunha chama Temer e Lula como testemunhas de defesa

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
02/11/2016 às 12h22 Atualizada em 02/11/2016 às 12h22
Eduardo Cunha chama Temer e Lula como testemunhas de defesa
Foto: Reprodução
Preso, em 09 de outubro, Cunha é acusado de receber propina de contrato de exploração de Petróleo no Benin, na África, e de usar contas na Suíça para lavar o dinheiro. Os advogados de Cunha negam esta acusação.
A convocação das testemunhas faz parte da defesa prévia do ex-deputado, protocolada no sistema da Justiça Federal na noite de terça-feira (01).
A defesa de Cunha pediu que a denúncia contra o ex-deputada seja rejeitada.  Pediu também rejeição da acusação de corrupção passiva, a rejeição de parte da denúncia que acusa o ex-deputado de conduta criminosa em relação ao ex-diretor da Petrobras Jorge Zelada, a absolvição sumária do crime de evasão de divisas, a suspensão do processo até que sejam julgados embargos de declaração apresentados ao STF e nulidade das provas.
A convocação das testemunhas é solicitada caso os outros pedidos da defesa não sejam aceitos.

Veja a lista de testemunhas
Michel Miguel Elias Temer Lulia: presidente da República;
Felipe Bernardi Capistrano Diniz: economista filho de ex-deputado Fernando Diniz (morto em 2009);
Henrique Eduardo Lyra Alves: ex-ministro do Turismo nos governos Dilma Rousseff e Michel Temer;
Antônio Eustáquio Andrade Ferreira: ex-deputado federal;
Mauro Ribeiro Lopes: deputado federal;
Leonardo Lemos Barros Quintão: deputado federal;
José Saraiva Felipe: deputado federal;
João Lúcio Magalhães Bifano: ex-deputado federal;
Nelson Tadeu Filipelli: ex-deputado federal;
Benício Schettini Frazão: Engenheiro ligado à Petrobras;
Pedro Augusto Cortes Xavier Bastos: ex-gerente da Petrobras;
Sócrates José Fernandes Marques da Silva: ex-engenheiro da Petrobras;
Delcídio do Amaral Gómez: ex-senador cassado;
Mary Kiyonaga: ligada ao Banco Merrill Lynch;
Elisa Mailhos: ligada à empresa Posadas Y Vecino;
Luis Maria Pineyrua: ligados à empresa Posadas Y Vecino;
Nestor Cuñat Cerveró: ex-diretor Petrobras e colaborar da Lava Jato;
João Paulo Cunha: ex-presidente da Câmara;
Hamylton Pinheiro Padilha Júnior: ex-diretor da Petrobras e colaborador da Lava Jato;
Luís Inácio Lula da Silva: ex-presidente;
José Carlos da Costa Marques Bumlai: pecuarista e um dos réus da Lava Jato;
José Tadeu de Chiara: advogado.

A prisão
No despacho que determinou a prisão, juiz Sérgio Moro disse que o poder de Cunha para obstruir a Lava Jato "não se esvaziou".
De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), em liberdade, Cunha representa risco à instrução do processo e à ordem pública. Além disso, os procuradores argumentaram que "há possibilidade concreta de fuga em virtude da disponibilidade de recursos ocultos no exterior" e da dupla cidadania.
Cunha tem passaporte italiano e teria, segundo o MPF, patrimônio oculto de cerca de US$ 13 milhões que podem estar em contas no exterior.
Moro é responsável pelas ações da operação Lava Jato na 1ª instância. Após Cunha perder o foro privilegiado com a cassação do mandato, ocorrida em setembro, o juiz retomou no dia 13 de outubro o processo que corria no Supremo Tribunal Federal (STF).

G1 PR