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“Gabinete do ódio” no Ceará está na mira do Supremo Tribunal Federal, revela Estadão

“Gabinete do ódio” no Ceará está na mira do Supremo Tribunal Federal, revela Estadão

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
31/05/2020 às 16h57 Atualizada em 31/05/2020 às 16h57
“Gabinete do ódio” no Ceará está na mira do Supremo Tribunal Federal, revela Estadão
Foto: Reprodução

De acordo com o jornal, “um dos núcleos mais estruturados, o ‘Endireita Fortaleza’ tem amigos até na assessoria especial do presidente Jair Bolsonaro, no terceiro andar do Planalto. A célula não foi alvo da operação da Polícia Federal na quarta-feira passada, mas entrou na mira das investigações pelo grau de engajamento nas redes sociais e por ligações com figuras influentes do governo”.

Ainda segundo a publicação, “o modus operandi da célula cearense é seguido por outros núcleos do ‘gabinete do ódio’. Os operadores mantêm páginas e grupos para defender Bolsonaro, promover linchamentos virtuais de adversários locais e incentivar a violação do lockdown imposto pelo governador do Ceará, Camilo Santana (PT), como medida de combate ao avanço do novo coronavírus”.

O Estadão disse mais: “Nos anúncios lançados nas redes para atrair interessados, o núcleo apresenta conferências de “estratégias de inteligência e pressão popular para a retomada do poder pela sociedade civil organizada” e também de ‘militância profissional’. Prega, ainda, ações contra as famílias do ex-ministro Ciro Gomes e de seu irmão, o senador Cid Gomes (PDT), adversários de Bolsonaro”.

“Há a clara reprodução, no Ceará, do modus operandi do gabinete do ódio instalado na Capital Federal e comandado por um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro. Baseia-se na construção e disparo de notícias mentirosas e na tentativa de destruir reputações e demonizar a política”, disse Ciro ao Estadão.

Os líderes da célula do “gabinete do ódio” no Ceará trabalham hoje no Planalto e no gabinete do deputado federal Hélio Lopes (PSL-RJ). Os líderes da milícia digital, segundo o Estadão, são servidores da Assembleia Legislativa do Ceará no gabinete do deputado Delegado Cavalcante. Todos já estão sendo investigados pelo inquérito sob o comando do ministro Alexandre de Moraes.

CN7