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‘Nossa Cara’: conheça como funcionará o primeiro mandato coletivo do Ceará

‘Nossa Cara’: conheça como funcionará o primeiro mandato coletivo do Ceará

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
17/11/2020 às 11h12 Atualizada em 17/11/2020 às 11h18
‘Nossa Cara’: conheça como funcionará o primeiro mandato coletivo do Ceará
Foto: Reprodução

As três, juntas, ocuparão cadeira única na bancada do PSOL na Câmara Municipal de Fortaleza, dividindo por três todos os deveres, as decisões, o espaço na tribuna e o salário. Este último, aliás, foi alvo de críticas nas ruas, durante a campanha. “As pessoas diziam: ‘Três pessoas? Três salários? Por isso o Brasil não vai pra frente!’, e tínhamos que explicar que não seria assim”, relembra Adriana, que oficialmente, “nos termos burocráticos”, é quem ocupa o cargo.

Num mandato coletivo, o salário e os benefícios do cargo são centralizados em uma pessoa só, a que registrou a candidatura. Na ‘Nossa Cara’, então, Adriana receberá como vereadora; e Lila e Louise, como assessoras. Entre elas, porém, tudo será horizontal. 

“Todas vão receber o mesmo valor, equiparado, e as sobras vão para um fundo coletivo. A cada dois anos, abriremos um edital e o total será doado para projetos sociais na periferia, como financiamento pras juventudes e comunidades”, explica Adriana.

O objetivo de dividir para multiplicar foi, aliás, o que fez as três se encontrarem. Mesmo vindo de comunidades distintas da cidade, Adriana, Lila e Louise se esbarravam sempre em Marchas da Periferia, protestos nos dias 8 de março e outros atos políticos por reivindicação de direitos para pretos, pobres, mulheres e pessoas LGBTI+.

Diário do Nordeste