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Bolsonaro critica gestores, não utiliza máscara e alega ser "imbroxável" em discurso no Ceará

Bolsonaro critica gestores, não utiliza máscara e alega ser "imbroxável" em discurso no Ceará

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
26/02/2021 às 13h55 Atualizada em 28/02/2021 às 00h07
Bolsonaro critica gestores, não utiliza máscara e alega ser
Foto: Reprodução
O presidente Jair Bolsonaro participou nesta sexta-feira (26), da cerimônia de assinatura de três ordens de serviços para obras em rodovias federais no Estado, em Tianguá. O gestor chegou por volta do meio-dia e foi visto em carro aberto lotado. Sem utilizar máscara, o presidente acenou e tirou selfies com apoiadores que o aguardavam no município. Bolsonaro ainda ordenou que sua equipe retirasse as grades que impediam o acesso do público ao evento onde esteve presente. Em consequência, a ação intensificou a aglomeração local. 
No início da coletiva, o Prefeito de Tianguá, Luiz Menezes (PSD) foi o primeiro a discursar e foi vaiado durante toda a sua declaração. Em sua fala, ele pontuou sobre a obra paralisada há uma década e agradeceu a vinda do presidente ao município. 
“Hoje é o dia que eu quebro mais uma coisa ruim que aconteceu em Tianguá. Nós recebemos aqui um projeto para fazer uma BR, esse projeto parou no meio do caminho e nunca mais foi retomado. (...) jamais um presidente pisou nessa terra não para pedir favor, mas para resolver problemas que ficaram enganchados por governos anteriores. É uma obra que vai ficar marcada não só para história de Tianguá, mas pra Região Norte do Estado”, disse o Prefeito.   
Antes da fala principal do atual presidente, também discursaram o diretor-geral do Dnit, General Antônio Leite dos Santos Filho, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas e o deputado federal Domingos Neto. Além deste, quatro dos 22 deputados federais da bancada cearense estavam presentes na comitiva: AJ Albuquerque (PP), Capitão Wagner (Pros), Domingos Neto (PSD) e Doutor Jaziel (PL). Além deles, o deputado estadual bolsonarista André Fernandes (Republicanos). 
Ovacionado com gritos que diziam “quero trabalhar”, “mito” e “fora Camilo Santana”, o presidente Jair Bolsonaro iniciou o seu discurso alfinetando gestores sobre as medidas impostas no combate da pandemia. 
“Aos políticos que me criticam, sugiro que façam o que eu faço. O que eu mais ouvi por aqui foi ‘presidente, eu quero trabalhar’. O povo não consegue mais ficar dentro de casa, o povo quer trabalhar. Esses que fecham tudo, que destrói empregos estão na contramão daquilo que seu povo quer. Não me critiquem, vão pro meio do povo mesmo depois das eleições”. 
O presidente não citou em nenhum momento qualquer medida contra a Covid-19 ou sobre o benefício do auxílio emergencial. Entretanto, deixou claro que apesar das críticas que recebe diariamente não irá desistir, pois se considera “imbroxável”. 
Por fim, Bolsonaro afirmou que acredita no povo brasileiro e agradeceu a oportunidade de estar no Ceará. “Nosso Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, finalizou.