Bolsonaro sugeriu, nessa quarta-feira (5), que a China teria tido benefícios econômicos com a pandemia. Além disso, o presidente afirmou que o coronavírus pode ter sido criado em laboratório — tese que não tem apoio nas investigações da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a origem do agente infeccioso.
O diretor do Butantan, Dimas Covas, avaliou que todas as declarações nesse sentido têm gerado repercussões, indicando que o instituto já teve "um grande problema" no começo do ano e está novamente de frente ao impasse, apesar de a embaixada negá-lo.
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"A nossa sensação, de quem está na ponta, é que existe dificuldade, uma burocracia que está sendo mais lenta do que seria habitual e com autorizações muito reduzidas e volumes. Então obviamente essas declarações têm impacto e nós ficamos à mercê dessa situação", destacou.
Conforme o governador de São Paulo, João Doria, as afirmações do presidente geraram mal-estar na diplomacia chinesa. A informação foi divulgada pelo gestor estadual durante evento para liberação de lote de cerca de 1 milhão de doses do imunizante CoronaVac, produzido em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.