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Operação da Polícia Civil captura 17 pessoas por abuso sexual de crianças e adolescentes

Operação da Polícia Civil captura 17 pessoas por abuso sexual de crianças e adolescentes

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
19/05/2021 às 12h10 Atualizada em 19/05/2021 às 12h10
Operação da Polícia Civil captura 17 pessoas por abuso sexual de crianças e adolescentes
Foto: Reprodução

Três dos 17 capturados foram presos após familiares das vítimas denunciarem os crimes à PCCE. Os flagrantes ocorreram em Acaraú, Crateús e Cascavel, localizados nas Áreas Integradas de Segurança 17, 16 e 13, respectivamente. A polícia apurou que os suspeitos eram próximos às vítimas, que tinham1 ano e seis meses, sete e dez anos de idade.
Os outros 14 suspeitos foram capturados por força de mandados de prisão — 11 deles tiveram mandado prisão preventiva e os demais, de prisão definitiva. Os mandados foram cumpridos em Fortaleza, Caucaia, Crato, Itaitinga e Pacajus.

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A diretora do Departamento de Proteção aos Grupos Vulneráveis (DPGV) da PCCE, Rena Gomes, destaca que pessoas abusadoras foram retiradas do seio familiar e que isso é importante para "a vítima realmente ter tranquilidade e quebrar esse ciclo de violência". Além disso, ela chama atenção para a necessidade de que as famílias deem credibilidade às vítimas. "(É preciso que) os familiares e os pais acreditem nos sinais que as vítimas repassam e, de imediato, procurem os órgãos policiais para a realização imediata das investigações, para responsabilização desses autores", afirma. Crianças e adolescentes podem dar alguns sinais de sofrimento por meio de mudanças de comportamento.

No caso de crianças, ficar avessa ao toque, irritada e regredir no estado evolutivo podem ser alguns indícios. Os adolescentes, por sua vez, podem ter baixa no rendimento escolar, agressividade, depressão, mutilar-se ou apresentar traços de ansiedade. "Todos esses sintomas não querem dizer necessariamente que está ocorrendo abuso sexual, mas podem ser indicativos de algum tipo de sofrimento psicológico que servem de alerta para o adulto responsável tomar as providências cabíveis", afirma a diretora do DPGV.

O delegado adjunto da Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa), Levi Louzada, reforça a importância de as pessoas que compõem a rede de proteção das crianças e dos adolescentes — como pais, mães, avós, tios e professores — estarem atentas ao comportamento deles. "É inegável que o corpo da criança fala. Esses sinais são perceptíveis", afirma.

Além disso, o delegado aponta a importância de se formalizar denúncia caso haja suspeita de abuso sexual. "É possível realizar as denúncias através do disque 100, o Disque Direitos Humanos. E é recomendado o comparecimento das pessoas à delegacia para registrar a ocorrência. Faça um boletim de ocorrência e traga maiores detalhes."

O Povo