O Brasil assinou contrato com a farmacêutica americana, ainda em março de 2021, para a compra de 38 milhões de doses do imunizante. Outras 3 milhões vieram de uma doação feita pelo governo dos Estados Unidos, em junho do ano passado.
Segundo a reportagem, um informe técnico do Ministério da Saúde publicado hoje revela que dessas 41 milhões de doses, somente 9.202.380 doses foram distribuídas para estados e municípios na campanha nacional de imunização contra a covid-19.
Em nota enviada à TV Globo, a pasta disse que alguns estados "solicitaram a suspensão do envio dos imunizantes devido à saturação da rede de frios [freezeres e geladeiras que servem para armazenar as vacinas]". O Ministério da Saúde confirmou ainda que 31,7 milhões de doses continuam armazenadas no Centro de Distribuição de Insumos Estratégicos e que "poderão ser prontamente distribuídas quando solicitadas pelos estados".
A vacina fabricada pela Johnson & Johnson teve eficácia global, calculada a partir de um ensaio clínico de fase 3 conduzido simultaneamente em oito países, incluindo o Brasil, de 66% —uma taxa considerada excelente para uma vacina de apenas uma dose. Já a proteção contra casos graves da doença é de 85%, segundo estudo realizado no ano passado.
UOL