Quarta, 20 de Maio de 2026
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Aumento de furtos de smartphones no Brasil causa preocupação com dados contidos no aparelho

Aumento de furtos de smartphones no Brasil causa preocupação com dados contidos no aparelho

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
12/04/2022 às 10h35 Atualizada em 12/04/2022 às 10h35
Aumento de furtos de smartphones no Brasil causa preocupação com dados contidos no aparelho
Foto: Reprodução

De acordo com uma pesquisa realizada no ano passado pela consultoria em telecomunicações Mobile Time/Opinion Box, 35% dos brasileiros já tiveram o celular roubado ou furtado ao menos uma vez. O alto percentual pode ser percebido através do aumento de quadrilhas especializadas nesse tipo de crime. Os bandidos procuram vítimas distraídas para realizarem o furto dos aparelhos com a intenção de invadir as contas bancárias, ampliando o prejuízo de quem ficou sem celular.

Se aproveitando de brechas na segurança e trocas de chips, os criminosos conseguem desbloquear senhas, acessar aplicativos de bancos, fazer empréstimos, pagar contas e realizar transferências através do Pix.

Desde que a de pagamento instantâneo do Banco Central, se popularizou no país, os roubos e furtos de celular passaram a ser seguidos de uma “corrida contra o tempo” para que a vítima bloqueie os aplicativos de banco o quanto antes. Como medida de segurança, o BC fez uma série de mudanças no Pix em agosto do ano passado. O limite do sistema de pagamentos passou a ser de R$ 1 mil para operações entre 20h e 6h.

Mesmo assim, os criminosos se aproveitam de lugares movimentados para furtar vítimas que andam com o celular na mão até mesmo durante o dia. Os bandidos costumam andar em grupos de diversas pessoas, incluindo crianças e adolescentes.

Na Avenida Paulista, uma das regiões mais movimentadas de São Paulo, em janeiro e fevereiro deste ano foram registrados sete furtos ou roubos todos os dias. Durante esse período, a Polícia Militar prendeu 77 pessoas e apreendeu cinco armas de fogo.

Fator de autenticação não deve ser enviado para o próprio número
Em entrevista à CNN, o perito em crimes cibernéticos Wanderson Castilho recomendou que o fator de autenticação dos dados do celular não esteja registrado no próprio número do aparelho. “Nunca se deve deixar como fator de autenticação o envio do código de SMS o seu próprio número. Envie para o número de seu parceiro, pai, amigo, namorado porque caso seja roubado, o código vai para outro número e não para um número que você já não tem mais o aparelho na mão”, disse.

Castilho ainda afirmou que, dependendo do aparelho, o desbloqueio e quebra de senhas de aplicativos pode ser feito em até dez minutos pelos criminosos. “Normalmente a resposta é muito mais simples do que se imagina. Eles tiram o chip e colocam em outro aparelho, e com o envio de alguns códigos por SMS eles conseguem atualizar as novas senhas”, explicou o especialista.
CNN Brasil