“Não temos nada de previsão de entrar (na Justiça), não temos nada. Por enquanto, não temos nada na mão”, afirmou, na primeira entrevista coletiva a veículos da imprensa que concedeu desde fora condenado por envolvimento no escândalo do mensalão. Em seguida, ajustou sua declaração para dizer que Bolsonaro só contestará os números finais das eleições “se tiver algo real”. “Se não tiver, ele não vai fazer isso. Ele já deixou claro isso aí. Nós estamos esperando agora o resultado do relatório do Exército amanhã para ver se tem alguma coisa consistente para que ele possa questionar o TSE”, disse.
Segundo Valdemar, o Ministério da Defesa vai trazer “alguma coisa”. “Não tenho dúvidas disso, porque senão, já tinham apresentado, já tinham liquidado o assunto.” O pronunciamento do presidente do PL foi acompanhado por quadros do partido, com mandatos e eleitos. Aliados ideológicos de Bolsonaro, como os deputados Bia Kicis (DF) e Carlos Jordy (RJ), estavam na plateia. Senadores e o governador eleito em Santa Catarina, Jorginho Mello (PL-SC) estiveram na mesa com o presidente do partido.
O presidente do PL afirmou que o partido quer Bolsonaro “à frente dessa luta que ele construiu” e disse que vai pagar ao presidente “o maior valor” que puder. Segundo a prestação de contas do partido, o próprio Valdemar tem salário de R$ 24,8 mil. O dirigente do partido relatou ainda ter convidado Bolsonaro para ser presidente de honra da sigla e integrar a Executiva Nacional da sigla “para que ele possa continuar cultivando esses milhões de seguidores que ele tem”.
“A estrutura vai ser a que ele necessitar. Ele vai trabalhar, nós temos uma área anexa ao nosso partido, que quero montar a estrutura dele lá”, contou. “O que ele necessitar, nós vamos fazer para ele. É muito importante que ele corra o Brasil, que ele continue fazendo política para que a gente conseguir atingir os nossos objetivos.”
Estadão Conteúdo