No pedido a ser encaminhado ao TSE, o PL vai alegar que estudos técnicos apontaram falhas em alguns modelos de urnas eletrônicas fabricadas em 2009, 2011, 2013 e 2015. Segundo relatório de uma das auditorias, o suposto mau funcionamento dos equipamentos eletrônicos podem ter causado "interferência indevida nos percentuais de votação dos candidatos".
“Para encontrar evidências de que este grupo de urnas não teria funcionado corretamente, foi realizada uma análise inteligente dos dados contidos nos arquivos Log de Urna de todos os modelos de urna eletrônica, utilizados nas eleições de 2022", diz trecho do documento, assinado pelo presidente do Instituto Voto Legal (IVL), Carlos Rocha.
A tese defendida pela empresa contratada pelo partido destoa do resultado de auditorias feitas por instituições independentes, a exemplo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que não encontrou qualquer irregularidade no funcionamento das urnas eletrônicas. O Ministério da Defesa também apresentou relatório ao TSE na semana passada informando que não identificou nenhum indício de fraude no processo eleitoral.
Após a divulgação do relatório pelo portal O Antagonista, o presidente do IVL, Carlos Rocha, afirmou que o documento é uma "versão obsoleta" e ainda não validada por seus autores. Em entrevista ao Poder 360, ele disse ainda que a auditoria realizada pelo instituto só deve ser concluída em dezembro.
O POVO