
O vereador Neto Girão (PP) foi agredido por manifestantes durante uma sessão na Câmara Municipal de Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza, nesta quinta-feira (31).
A confusão se deu por conta de uma denúncia feita pelo político sobre supostas irregularidades em contratações pela prefeitura, o que foi constatado pelo Ministério Público e levou à suspensão do benefício para mais de 900 pessoas. Ainda segundo o MP, os mais de 900 beneficiados são "coincidentemente" as mesmas pessoas que tinham contrato temporário com a prefeitura da cidade.
Um vídeo feito por uma testemunha mostra dezenas de manifestantes na Câmara, protestando contra o vereador. Em determinado momento, um casal se aproximou de Neto Girão e deu tapas nos braços do político. Logo em seguida, outras pessoas afastaram os agressores e o vereador saiu do local. No lado de fora da Câmara, os manifestantes usaram um carro de som com palavras de ordem e chamaram o vereador de "covarde".
Horas após o ocorrido, Neto Girão publicou um vídeo nas redes sociais lamentando as agressões e agradecendo as mensagens de apoio. "Amigos, isso não pode acontecer, a violência nunca é o caminho e tenho a certeza que a verdade sempre vem a tona. Nós estamos com a verdade e vamos saber quem realmente está trabalhando pelo povo", disse o vereador.
"Procuramos o Ministério Público, fizemos uma notícia-fato e essa notícia caminhou. Onde o Ministério Público achou várias improbidades. O Ministério Público deu um prazo para o município se adequar e pediu explicações, para que o município voltasse a dar aos servidores os seus direitos, com férias, décimo terceiro, contribuição previdenciária, um auxílio caso acontecesse alguma coisa no ambiente de trabalho, mas isso não foi feito", disse o vereador.
Em julho, o Ministério Público do Ceará recomendou que o município suspendesse o contrato firmado com o INGETI, empresa selecionada pela prefeitura para executar o “Programa Qualifica”, e não repassasse valores ao Instituto. Além da suspensão, o Ministério Público também pediu que a prefeitura deixasse de contratar servidores, de forma direta ou indireta, independentemente da designação, fora das regras constitucionais para contratação.