
Com a prorrogação por mais 180 dias do afastamento do prefeito Braguinha, a prefeita interina Lígia Protásio, que deve ficar no cargo até abril do próximo ano, declarou em entrevista ao A Voz de Santa Quitéria, que agora “tem uma tranquilidade pra trabalhar melhor” e que pretende dar continuidade a projetos de infraestrutura e outras áreas, uma vez que os primeiros seis meses foram para “colocar a casa em ordem” e trabalhando apenas a parte administrativa.
“A gente sempre teve a missão de contribuir o máximo possível pra população, administrativamente, politicamente, e é isso a minha missão, ter esse olhar mais especial pros mais humildes, priorizando aqueles que mais necessitam, mas também para um todo. Ter serenidade, trabalhar com honestidade, união e harmonia entre todos os servidores públicos e os poderes, o desafio é grande, mas temos que agarrar com unhas e dentes e trabalhar em prol do povo”, destacou durante a reabertura do Museu Monsenhor Luís Ximenes.
Considerando o prazo inicial que se encerraria em 08 de outubro, Lígia citou que chegou a preparar equipe de transição e organizar documentações da administração para que “pudesse entregar o município bem organizado pra receber recursos”, no entanto, a decisão da desembargadora Maria Ilna Lima de Castro foi antecipada pela renovação do afastamento.
Para o novo período, a prefeita quer melhorar o diálogo e distensionar a relação com a Câmara Municipal, que esteve bastante conturbada ao ponto de tramitar um pedido de cassação há cerca de dois meses. “A gente entende que precisa disso, o Poder Executivo também precisa do Legislativo, não só do Judiciário. Esses três poderes precisam ter essa conversação pra que nossa cidade saia da instabilidade e entre na estabilidade e só produza coisas boas para nós quiterienses”, completou.
Há expectativa para que amanhã (06), a Casa vote sobre o parecer apresentado pela Comissão Processante, se arquiva o processo ou dá continuidade ao rito de cassação. A gestora afirmou ainda não ter sido notificada e questionou sobre o referido relatório. “Acredito que querer prejudicar o andamento de uma gestão por algum tipo de movimento político, isso não é pra estar dentro do viés, a população só tem a perder, todas as minhas defesas já foram mostradas e estão bem argumentadas, espero que o Legislativo tenha esse olhar”, asseverou.