
O Ceará registrou aumento de casos de Covid-19 nas duas últimas semanas. Mudança pode estar associada à circulação da subvariante JG.3. Não há, segundo a Secretaria da Saúde, impacto na demanda assistencial, entretanto a pasta alerta para a importância da vacinação bivalente.
Desde o início da pandemia, já foram aplicadas cerca de 65,7 mil doses de vacina monovalente em Santa Quitéria, segundo a coordenadora de imunização Denise Tavares. Sobre a bivalente, lançada posteriormente como dose de reforço, foram aplicadas mais de 7 mil. “Ainda faltam muitas pessoas para se imunizar no nosso município com a bivalente, consta que 20% da população tomou ela”, pontuou.
Em outubro, o Ministério da Saúde anunciou que a vacinação contra o coronavírus passará a ser anual, integrando a partir de 2024 o Calendário Nacional de Vacinação a partir do próximo ano, voltada para crianças e grupos prioritários, como idosos ou pessoas com comorbidades.
Nos anos anteriores, a procura pela vacinação era maior do que a quantidade de vacinas à disposição. Uma das principais dificuldades era quando as pessoas chegavam às unidades de saúde e o frasco do imunizante havia acabado, não sendo possível abrir outro, devido ao pouco tempo de duração após a abertura. No entanto, conforme Denise comunica, todas as doses estão disponíveis e sendo liberadas de acordo com a faixa etária.

O microplanejamento do município já está sendo planejado pela pasta municipal, para que em 2024 os planos de atingir melhores coberturas vacinais sejam alcançados. “Com campanhas de vacinação, monitoramento rápido da cobertura vacinal, ações de programa de saúde nas escolas, vacinação extramuros e até campanhas fora das que são determinadas pelo próprio ministério”, detalhou a profissional ao A Voz de Santa Quitéria.
Para Maria Alves, moradora da fazenda Mata Fresca, a vacinação passando a ser anual é importante, e argumenta: “porque a gente não sabe se o vírus ainda vai voltar, sendo mais forte ou não”. Já Maria de Fátima, do bairro Pereiros, comentou: “dizem que ela {Covid-19} nunca vai acabar, e aí o bom era que sempre viesse. Eu já tomei a quinta, mas se vier mais eu tomo mais”.