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Ruptura de aorta após orgasmo: mulher de 45 anos sobrevive a caso raro

Paciente chegou à emergência com queixas de dores toráxicas. Segundo os médicos que atenderam o caso, o histórico médico incluía hipertensão, não tratada há um ano, e tabagismo há 17 anos

13/07/2025 às 13h47
Por: Fonte: O Povo
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Foto: Divulgação / American Journal of Case Reports
Foto: Divulgação / American Journal of Case Reports

Uma mulher de 45 anos rompeu a aorta durante uma relação sexual com o marido e precisou de atendimento de urgência. O caso, considerado raro, foi publicado na revista científica American Journal of Case Reports e envolveu um quadro grave de Síndrome Aórtica Aguda (SAA), condição que pode ser fatal se não tratada a tempo.

De acordo com o relato médico, a paciente chegou ao pronto-socorro com fortes dores no peito logo após o ato sexual. Ela relatou que, no momento do orgasmo, sentiu um estalo, seguido por uma dor intensa que irradiava para as costas.

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Segundo descreveu aos profissionais de saúde, estava com as pernas apoiadas sobre o peito do marido durante o sexo. Além da dor em pontadas, semelhante a facadas, ela também apresentou falta de ar e náuseas.

Os médicos responsáveis identificaram fatores de risco importantes no histórico da paciente: hipertensão arterial não tratada há um ano e tabagismo crônico com 17 anos de duração. Exames de imagem confirmaram a presença de um hematoma intramural na aorta — um acúmulo de sangue dentro da parede do maior vaso sanguíneo do corpo, que pode levar à ruptura total da artéria.

O hematoma intramural é uma das manifestações da Síndrome Aórtica Aguda, condição que apresenta alta taxa de mortalidade e pode evoluir rapidamente para aneurisma ou ruptura completa da aorta. Estima-se que a mortalidade aumente 1% a cada hora sem tratamento e que cerca de 22% dos casos sequer sejam diagnosticados antes da morte.

Embora a atividade sexual seja classificada como um esforço físico moderado, pode atingir níveis quase máximos de exigência para o corpo. Ainda assim, a ocorrência de Síndrome Aórtica Aguda associada ao sexo é extremamente rara.

“Nosso caso é incomum por envolver uma mulher, em relação sexual consensual com o marido, mas que apresentava fatores de risco como hipertensão não controlada e tabagismo crônico”, destacaram os autores do estudo.

A paciente foi inicialmente medicada e, em seguida, submetida a cirurgia cardiotorácica. Após o procedimento, evoluiu bem e recebeu alta hospitalar três dias depois.

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