
O governador Elmano de Freitas (PT) assinou, nesta sexta-feira, 6, decreto que fará com que o policial seja tratado como interventor e não como autor do crime em inquéritos de lesão corporal ou morte em intervenções policiais.
"Em vez de autor do crime, o policial passa a ser colocado como INTERVENTOR, enquanto a outra parte sai de vítima para OPOSITOR, até prova ao contrário. Sempre defenderei a lei, mas não aceito que policiais que arriscam a vida para proteger o cidadão tenham o mesmo tratamento que bandidos, e nem que bandidos tenham o mesmo tratamento que vítimas, em situações que mostrem intervenção policial legítima no enfrentamento ao crime".
Decisão é anunciada horas depois de cinco pessoas serem mortas durante operação policial em Monsenhor Tabosa, na noite dessa quinta-feira, 5.
"Ele [policial] foi obrigado a intervir, e aquele pessoal se opôs a intervenção [...] No futuro, se de fato ele tiver praticado algo, ai sim ele poderá ser considerado como autor, comprovado que foi, mas no inicio ele é um interventor, ele tá intervindo como um agente público", destacou na ocasião.
"Assim nós garantimos ao policial o que todo cidadão quer, presunção de inocência. O motivo [da alteração] é estar fazendo justiça para nossos policiais [...] Na maioria das vezes [o policial] corre risco de vida pra proteger o cidadão de bem, e ele não merece ser tratado como autor de um crime, merece ser tratado com máximo respeito pela população", completou.