
O ex-ministro da Educação e senador Camilo Santana (PT) afirmou, durante Congresso Nacional do PT, que o presidente Lula (PT) vai “subir a rampa pela quarta vez”, em referência a uma possível reeleição do petista. A fala afasta a possibilidade de o cearense substituir o chefe de Estado no pleito deste ano. Nos bastidores, o nome de Camilo vem sendo cotado para a corrida ao Planalto em 2026, caso Lula não concorra.
O senador foi ao evento acompanhado do governador Elmano de Freitas (PT), do prefeito Evandro Leitão (PT) e do ex-secretário-chefe da Casa Civil, Chagas Vieira (PDT). O ministro das Relações Institucionais de Lula, o deputado federal licenciado José Guimarães (PT), também estava presente.
Camilo, durante o terceiro mandato de Lula, foi ministro da Educação. A posição de destaque fez com que ganhasse notoriedade junto ao petista, que já afirma que o ex-governador do Estado é o melhor ministro da história do MEC.
“Estou aqui para pedir o empenho de todos para que Lula, que é o melhor presidente da história desse País, suba pela quarta vez a rampa do Palácio do Planalto”, discursou.
O presidente não estava presente no Congresso, já que se recupera de dois procedimentos médicos que realizou em São Paulo.
A participação de Lula, de forma remota, ocorreu por meio de um vídeo que ele gravou e que foi transmitido no primeiro dia do evento, na sexta-feira (24). Na ocasião, ele elogia o texto apresentado pelo PT e afirma que o partido, que está no comando do Governo, “não corre atrás de adversários”. O chefe do Executivo destaca ainda que ele não deve perder a eleição caso o partido faça tudo “corretamente”.
Durante o Congresso, o partido aprovou um manifesto com foco nas eleições de outubro. O texto aprovado, intitulado “Construindo o futuro”, estabelece a reeleição do presidente como o eixo central da tática política do PT.
O texto afirma que o terceiro mandato de Lula foi o governo que teve “mais entregas da história” do Brasil. O documento também lembra os quatro anos de Jair Bolsonaro (PL) à frente do País, o qual classifica como um “projeto de destruição nacional”.
A reeleição de Lula, de acordo com o partido, é “decisiva não apenas para o Brasil, mas para o campo democrático internacional, frente ao avanço da extrema-direita e do fascismo”.