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Mulheres cearenses são resgatadas vivendo em condições análogas à escravidão em PE e PB

Foram 22 vítimas resgatadas em Pernambuco e na Paraíba vivendo em situação análoga à escravidão. Maioria era de cearenses que haviam sido deslocadas para trabalhar nos outros estados

Rita de Cássia
Por: Rita de Cássia Fonte: O POVO
18/06/2026 às 10h49
Mulheres cearenses são resgatadas vivendo em condições análogas à escravidão em PE e PB
Foto: Reprodução/Auditoria Fiscal do Trabalho

Maioria de mulheres resgatadas em operação de combate ao trabalho análogo à escravidão e exploração sexual em Pernambuco e na Paraíba é de cearenses. Foram 22 vítimas salvas, entre os dias 10 e 16 de junho, de uma rede que executava tráfico de pessoas, servidão por dívida, jornada exaustiva e condições degradantes de trabalho. 

Ação integrada foi coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Auditoria Fiscal do Trabalho. Operação foi denominada "Donos da Noite" e tinha como alvo organização criminosa que administrava estabelecimentos onde as mulheres eram exploradas. 

De acordo com informações do MTE, quatro vítimas foram encontradas em Pernambuco e 18 na Paraíba. As mulheres haviam sido deslocadas para trabalhar nos locais fiscalizados pela operação. 

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Os auditores fiscais do Trabalho constataram mecanismos utilizados para restringir a liberdade das trabalhadoras, incluindo o controle de dívidas e transferências compulsórias entre diferentes estabelecimentos administrados pela mesma organização. Também foram identificados relatos de violência e outras violações de direitos humanos. 

Ações ocorreram nos municípios de Goiana (PE), Nova Cruz (RN), Guarabira, Pedro Régis e Alagoa Grande (PB).

Mulher seria líder da organização criminosa

De acordo com o MTE, uma mulher foi apontada como líder da organização que administrava os estabalecimentos odne as vítimas foram localizadas. Ela foi formalmente notificada pela Auditoria Fiscal do Trabalho sobre a caracterização de trabalho em condições análogas à escravidão.

Foi determinado ainda a interrupção das atividades nos estabalecimentos, além do pagamento das verabs trabalhistas, o custeio do retorno das vítimas aos seus locais de origem e a adoção de medidas de proteção social.

Além do MTE, participaram da Operação o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Polícia Federal (PF), o Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU).

O Ministério do Trabalho e Emprego destacou que a integração entre os órgãos permitiu identificar as vítimas, reunir provas, responsabilizar os envolvidos e assegurar medidas imediatas de proteção às trabalhadoras resgatadas.