
O técnico em gestão ambiental Matheus Anthony Lima Martins foi condenado pelo Tribunal do Júri a 31 anos de prisão, nesta terça-feira (14), pelo assassinato da ex-companheira, a enfermeira Clarissa Costa Gomes, em julho de 2025, em Fortaleza. O acusado também foi condenado a pagar indenização à família da vítima no valor de R$ 40.500.
O Conselho de Sentença da 2ª Vara do Júri de Fortaleza considerou Matheus culpado pelo crime de feminicídio duplamente majorado em razão do emprego de meio cruel e da utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele foi condenado a 31 anos e 3 meses de reclusão, em regime inicialmente fechado.
O julgamento teve início na segunda-feira (13), no Fórum Clóvis Beviláqua, no entanto, a sessão foi suspensa algum tempo depois por razões médicas. O g1 apurou que Matheus Anthony tem epilepsia e, por isso, convulsionou, caiu e bateu a cabeça. Ele recebeu atendimento médico e foi levado a uma unidade de saúde. O julgamento foi retomado nesta terça-feira, pela manhã.
Acusado e vítima se conheceram na igreja e estavam juntos desde outubro de 2023. Conforme amigos de Clarissa, Matheus foi o primeiro namorado dela. À polícia, amigas informaram que, nos últimos meses antes do crime, a enfermeira pensava em terminar o relacionamento.
Clarissa foi morta na casa em que morava com a mãe, no Bairro Jardim Cearense. No momento do crime, ela estava sozinha com Matheus. Antes de ser morta, ela chegou a enviar uma mensagem de 'SOS' para uma amiga.
A suspeita de familiares, de amigos e do Ministério Público é que, no dia do crime, Clarissa tenha tentado terminar o namoro, o que não foi aceito por Matheus. Durante depoimento à Polícia Civil, Matheus primeiro afirmou que não tinha encontrado Clarissa no dia do crime. Depois, disse não ter lembranças do que aconteceu.