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Governo detalha preparação contra efeitos do El Niño em todo o País

Medidas consideram riscos diferentes em cada região, com ações para seca, incêndios, ondas de calor, excesso de chuvas e segurança hídrica

03/09/2026 às 09h19
Por: Rita de Cássia Fonte: Opinião Ce
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Divulgação/Casa Civil
Divulgação/Casa Civil

Os diferentes cenários de preparação para os possíveis efeitos do El Niño em cada região do País foram detalhados pelo Governo Federal.

A agenda ocorre na sequência das reuniões dos Diálogos Federativos – Emergências Climáticas 2026/2027, realizadas com gestores estaduais e municipais para apresentar as medidas de preparação e resposta adotadas pela União e os instrumentos disponíveis para a atuação conjunta entre os diferentes entes federados.

As questões foram respondidas pela ministra da Casa Civil, Miriam Belchior; pelo ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; e pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional em exercício, Valder Ribeiro de Moura.

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PREPARAÇÃO

A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, ressaltou que o enfrentamento aos impactos climáticos envolve ações baseadas em ciência, planejamento e coordenação, além de exigir esforço conjunto da sociedade.

Ela também apontou que os possíveis impactos do fenômeno variam de acordo com as características de cada região, uma vez que o El Niño não afeta todo o território brasileiro de maneira semelhante.

Como exemplo, ela salientou que, na Amazônia, há risco de seca e incêndios; no Nordeste, o atraso das chuvas pode ter impacto sobre a produção agrícola do Matopiba, na área do Cerrado.

No Centro-Oeste, também há possível ameaça às lavouras com queimadas; no Sudeste, há risco de ondas de calor e incêndios; e, no Sul, de excesso de chuvas.

NORDESTE

No Nordeste, entre os pontos de atenção estão a disponibilidade de água e os possíveis impactos sobre a produção e o abastecimento de alimentos.

Segundo Miriam Belchior, os monitoramentos indicam que os principais reservatórios da região se encontram em situação confortável, em comparação com outros períodos.

A ministra citou ainda empreendimentos voltados à segurança hídrica, como o Projeto de Integração do Rio São Francisco (Pisf).

O Nordeste terá cerca de R$ 10 bilhões voltados à construção de 2,8 mil quilômetros de canais e adutoras, novos reservatórios que vão acrescer 2,2 milhões de metros cúbicos de água, além da recuperação de 162 barragens e de 172 mil cisternas.

As intervenções de integração e expansão do Pisf incluem os ramais do Apodi e do Salgado, o Cinturão das Águas, a ampliação do bombeamento do Eixo Norte e a Adutora do Agreste.

O conjunto prevê R$ 4,8 bilhões em investimentos e alcança cerca de 12 milhões de pessoas. Em situações emergenciais de escassez de água, a Operação Carro-Pipa é utilizada para o abastecimento de comunidades atendidas pelo programa.

A operação já recebeu R$ 2,1 bilhões e atende, em média, 1,6 milhão de pessoas por mês.

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