
As Forças de Segurança do Ceará realizaram 204 prisões relacionadas a crimes contra a mulher entre 1º de agosto e 8 de setembro, durante ações da Operação Mulher Segura. A mobilização, intensificada no período do Agosto Lilás, também contabilizou 2.589 diligências em diferentes municípios cearenses, com atividades voltadas à prevenção, atendimento às vítimas e cumprimento de medidas judiciais.
Do total de prisões registradas no período, 175 ocorreram em flagrante, enquanto outras 29 foram realizadas por meio do cumprimento de mandados judiciais. Os dados foram compilados pela Coordenadoria Integrada de Planejamento Operacional (Copol), da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).
As capturas estão relacionadas a diferentes tipos de crimes praticados contra mulheres, entre eles estupro, tentativa de feminicídio, ameaça, lesão corporal, perseguição e violência psicológica.
A operação envolveu estruturas da Polícia Militar do Ceará (PMCE), Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) e Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), em uma atuação integrada para ampliar a resposta das forças estaduais aos casos de violência contra a mulher.
Durante o período analisado, cerca de 222 profissionais foram empregados nas atividades, com o apoio de 45 veículos. As equipes atuaram em diferentes municípios do Estado e realizaram abordagens e diligências relacionadas tanto à prevenção quanto à apuração e repressão de crimes.
Pela PMCE, participaram a Diretoria de Planejamento e Gestão Operacional (DPGO), o Comando de Policiamento Especializado (CPE) e o Comando de Prevenção e Apoio às Comunidades (Copac).
Na Polícia Civil, estiveram envolvidos profissionais do Departamento Técnico Operacional (DTO) e do Departamento de Proteção aos Grupos Vulneráveis (DPGV). Equipes da Pefoce também integraram as atividades.
Entre as ações realizadas estão visitas preventivas, atendimento às vítimas e acompanhamento de Medidas Protetivas de Urgência (MPUs). A estratégia busca ampliar a presença das instituições de segurança em situações que envolvem mulheres em contexto de violência e acompanhar casos que já possuem medidas determinadas pela Justiça.
O trabalho também tem caráter preventivo, especialmente em situações consideradas de risco e que podem evoluir para crimes mais graves.