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Inadimplência no Ceará desacelera em agosto, mas valor médio das dívidas sobe 12,4%

Variação mensal de consumidores negativados passou de 6,4% em julho para 0,1% em agosto

29/09/2026 às 16h46
Por: Rita de Cássia Fonte: GC Mais
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A inadimplência no Ceará desacelerou em agosto de 2026, com a variação do número de consumidores negativados passando de 6,4% em julho para 0,1% no mês seguinte. Apesar da estabilidade na quantidade de pessoas com restrições, o valor médio das dívidas aumentou e chegou a R$ 4.798, alta de 12,4% em relação a agosto de 2025.

Os dados fazem parte do Indicador de Inadimplência de Pessoas Físicas do Ceará, divulgado pelo SPC Brasil, e integram a edição de setembro de 2026 do Radar do Varejo Cearense. A publicação é elaborada pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL-CE) em parceria com o SPC Brasil.

O cenário mostra dois movimentos simultâneos. De um lado, o crescimento do número de consumidores negativados perdeu força de maneira significativa. De outro, os consumidores que permanecem ou entram na inadimplência apresentam um volume médio de débitos maior do que o registrado um ano antes.

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A evolução mensal do número de consumidores negativados mostra uma trajetória de oscilações ao longo de 2026. Em maio, a variação foi de 6,7%. Em junho, caiu para 1,8%, mas voltou a subir em julho, quando chegou a 6,4%.

Em agosto, porém, o indicador registrou variação de apenas 0,1%. O resultado representa uma desaceleração expressiva em relação ao mês anterior e reforça o movimento de perda de ritmo observado nos últimos meses.

A redução da velocidade de crescimento não significa que o problema das dívidas tenha desaparecido. Os demais indicadores mostram que ainda existe pressão sobre o orçamento de parte dos consumidores cearenses, principalmente quando se observa o tamanho dos débitos e a quantidade de dívidas em atraso.

O levantamento também aponta que 30% dos consumidores negativados possuem dívidas que, somadas, chegam a até R$ 500. No outro extremo, 18% acumulam débitos superiores a R$ 7,5 mil.

Essa distribuição mostra que a inadimplência atinge consumidores com diferentes níveis de endividamento. Enquanto uma parcela concentra valores relativamente baixos, outra reúne compromissos financeiros significativamente maiores.

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