Segundo o pai da menina, os episódios de agressão aconteciam desde quando ela tinha 9 anos, mas ela não tinha coragem de contar aos familiares. Ele contou ao G1 que mora com a filha, mas que a cada 15 dias ela passa o fim de semana na casa da mãe em Santos, que mora com o enteado e o marido, padrasto da vítima.
O pai, que não quis se identificar ao G1, disse que, há três meses, a filha passou a dizer que não queria mais visitar a mãe, e que desconversava quando ele perguntava o motivo. “Eu nunca fiz pressão, mas ela não queria ir mais. Primeiro, ela abriu o jogo com a tia dela, irmã da mãe, e ela aconselhou a minha filha a contar para mim. Aí ela contou que, desde os 9 anos, toda vez que ela ia para a casa da mãe, o adolescente pegava ela”, disse o pai.
A menina contou ao pai que ele subia em cima dela e a amordaçava, mas que ela gritava e conseguia fugir. Por isso, apesar das diversas tentativas, o ato sexual nunca chegou a ser consumado. “De uns tempos para cá, ficou mais intenso. Ele a ameaçava, dizendo que ia bater nela caso contasse para alguém. Ela não falou nada antes porque tinha medo disso”, explicou o pai.
O caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Praia grande como ato infracional de tentativa de estupro de vulnerável.
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