A gravação obtida pelo Metrópoles com testemunhas que moram próximo ao local do crime mostram o executor, um homem de 36 anos, arrastando um grande saco, envolto em um cobertor, em plena luz do dia, por uma das ruas adjacentes à casa em que a vítima morava. Em razão da lei de abuso de autoridade, a PCDF não informou o nome do suspeito detido na segunda-feira (18/10), após a Justiça expedir mandado de prisão temporária.
O vídeo flagra o momento em que o suspeito chega a parar de arrastar o saco quando pessoas cruzam a rua. Em seguida, o criminoso segue pelo final da via até sair do raio de filmagem. Investigadores da 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas) deram início às apurações e identificaram que havia uma obra ocorrendo perto do local em que Luciana residia.
Trouxa de roupa
Com as imagens em mãos, os policiais ouviram operários que trabalharam na obra e que reconheceram o suspeito. Questionado pelas equipes, o homem negou que tivesse atuado na construção. Sobre as imagens, justificou que estaria carregando “trouxa de roupas” durante uma mudança.
O suspeito, no entanto, segundo as investigações, não tinha moradia e costumava passar as noites em um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). Além disso, os policiais apuraram que, após o crime, o homem tentou conseguir dinheiro a fim de comprar uma passagem para a Bahia, com o objetivo de fugir do DF.
Exame de DNA
Exame de DNA comprovou, em 29 de setembro, que o corpo carbonizado era de Luciana Regina de Faria. Segundo a mãe da vítima, Aparecida Teresa de Faria, 67, a filha sofria de esquizofrenia e epilepsia e havia saído sem levar documento ou bolsa com roupas. Dryelle Sabrina de Faria Alves, 22, filha de Luciana, contou ao Metrópoles que a mãe era muito religiosa e conversava com todo mundo.
Pablo Aguiar, delegado-chefe da 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas), explicou que o caso é complexo. “Já tinha a suspeita de que o corpo poderia ser dela. Então, solicitei para que a investigação fosse feita em conjunto com a seção de homicídio e de pessoas desaparecidas. Ainda estamos em fase preliminar, para descobrir os autores e as motivações. A família da vítima prestou depoimento, mas ainda não levantamos algo concreto”, assinalou.