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Trabalhadores em situação de escravidão são resgatados em fazendas

Trabalhadores em situação de escravidão são resgatados em fazendas

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
04/11/2021 às 16h58 Atualizada em 04/11/2021 às 16h58
Trabalhadores em situação de escravidão são resgatados em fazendas
Foto: Reprodução

O Ministério do Trabalho e Previdência (MTP) resgatou 55 pessoas em condições análogas à escravidão em propriedades rurais de Goiás. Após receber 12 denúncias, o órgão realizou uma operação entre os dias 18 e 29 de outubro e constatou o crime.

Os trabalhadores foram encontrados em fazendas localizadas em Nova Crixás e Arenópolis, no norte de Goiás, e em Pontalina, no sul do estado. Imagens divulgadas pelo MTP retratam as condições em que as 55 pessoas foram encontradas.

Colheita de laranja

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No sul de Goiás, em Pontalina, foi onde os fiscais do ministério encontraram a maior parte dos trabalhadores resgatados. Ao todo, 33 pessoas, contratadas irregularmente em município do interior de São Paulo, trabalhavam na colheita de laranja.

De acordo com o MPT, elas eram mantidas em alojamentos inadequados e dormiam em colchões velhos colocados diretamente sobre o chão.

Dormindo no chão

Em Nova Crixás, duas fazendas foram notificadas. Em uma delas, cinco trabalhadores estavam alojados em cômodos sem ventilação e dormiam no chão. Eles trabalhavam na produção de ração para gado.

Na outra fazenda, seis pessoas viviam em um galpão utilizado como oficina e depósito de materiais, dentre eles agrotóxicos. Todos são homens e tinham sido contratados para coletar tocos e pedras em pastagens que seriam transformadas em lavouras de soja.

Os demais resgatados pela fiscalização do órgão – 11 trabalhadores – foram encontrados em Arenópolis. São pessoas da Bahia, contratadas, também, de maneira irregular e faziam atividades de roçagem de pastos numa fazenda de criação de gado.

Sem carteira

Nenhum dos 55 trabalhadores possuía carteira de trabalho assinada. Além da notificação, os empregadores foram obrigados a regularizar a situação dos funcionários e pagar as rescisões contratuais – R$ 450 mil.

Os proprietários das fazendas foram autuados por manter trabalhadores em condições análogas à escravidão e por outras infrações trabalhistas. A pena para os crimes podem chegar a oito anos de prisão.

Metrópoles