Segunda, 18 de Maio de 2026
20°C 30°C
Santa Quitéria, CE
Publicidade

MP prende suspeitos de vender carne de cavalos abatidos clandestinamente a restaurantes

MP prende suspeitos de vender carne de cavalos abatidos clandestinamente a restaurantes

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
18/11/2021 às 13h47 Atualizada em 18/11/2021 às 13h47
MP prende suspeitos de vender carne de cavalos abatidos clandestinamente a restaurantes
Foto: Reprodução

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) iniciou, na manhã desta quinta-feira (18), operação contra um grupo suspeito de abater clandestinamente animais, incluindo cavalos, e vender a carne para restaurantes em Caxias do Sul, na Serra. Até as 7h30, seis pessoas foram presas.

Continua após a publicidade
Anúncio

Os investigados abasteciam estabelecimentos da cidade com grandes quantidades de carne, em forma de hambúrgueres e bifes, provenientes do abate clandestino de equinos. As informações são do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP e foram apuradas por meio de conversas interceptadas com autorização da Justiça.

Segundo o MP, a suspeita foi confirmada por meio da realização de perícias em duas hamburguerias de Caxias do Sul. Nesses estabelecimentos, foi encontrada a presença de DNA de cavalo nos lanches. Também eram misturadas carnes de peru e suíno.

Além dos seis mandados de prisão preventiva, estavam sendo cumpridos 15 mandados de busca e apreensão.

De acordo com o fiscal agropecuário e supervisor regional da Secretaria Estadual da Agricultura Willian Smiderle, que acompanhou a operação, foram localizados pontos de abate e locais onde eram enterradas as carcaças e ossos que restavam dos animais.

"Localizamos pontos de abate de equinos, sem registro, sem identificação de inspeção sanitária. Então havia o recebimento de animais sem origem aqui no local, que eram abatidos, depois a carne era fracionada, eram feitos cortes, pra entrega para estabelecimentos que utilizam essa carne", diz.

Segundo o coordenador do Gaeco – Seguranca Alimentar, promotor de Justiça Alcindo Luz Bastos da Silva Filho, o grupo distribuía em torno de 800kg semanais.

Ainda de acordo com o MP, o grupo não possui autorização para o abate e a comercialização de nenhum tipo de carne. Assim, as atividades de abate, beneficiamento, armazenamento e comercialização ocorriam sem qualquer fiscalização.

G1