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Governo Federal recusa ajuda humanitária da Argentina às vítimas das chuvas na Bahia

Governo Federal recusa ajuda humanitária da Argentina às vítimas das chuvas na Bahia

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
30/12/2021 às 09h54 Atualizada em 30/12/2021 às 09h58
Governo Federal recusa ajuda humanitária da Argentina às vítimas das chuvas na Bahia
Foto: Reprodução

O governo baiano afirmou que recebeu um documeto do consulado argentino informando a decisão da União na noite desta quarta-feira (29). Na dispensa aos esforços do país vizinho, o governo brasileiro afirmou que a crise na Bahia está “sendo enfrentada com a mobilização interna de todos os recursos financeiros e de pessoal necessários”.


De acordo com o governo da Bahia, o Ministério das Relações Exteriores ainda informou que “na hipótese de agravamento da situação, requerendo-se necessidades suplementares de assistência, o Governo brasileiro poderá vir a aceitar a oferta argentina de apoio da Comissão dos Capacetes Brancos, cujos trabalhos são amplamente reconhecidos”.

Pelas redes sociais, o governador Rui Costa (PT) agradeceu a ajuda do governo argentino e pediu celeridade do governo federal para autorizar a missão estrangeira. O governador ainda expressou gratidão ao embaixador Daniel Scioli e à presidente da comissão nacional dos Capacetes Brancos, a embaixadora Sabina Frederic, assim como ao cônsul-geral da Argentina na Bahia, Pablo Virasoro.

O número de mortos em decorrência das enchentes que atingem diversas regiões da Bahia subiu para 24 de acordo com informações da Superintendência de Proteção e Defesa Civil do estado (Sudec). Diante da crise, 15 estados e o Distrito Federal anunciaram envio de ajuda para as cidades inundadas. 

Conforme apurado pela CNN, o governo argentino não pretende se manifestar oficialmente sobre a recusa. De acordo com uma fonte anônima, se houver alguma mudança e um novo pedido de ajuda, a Argentina prontamente ajudará. A CNN procurou o Ministério das Relações Exteriores e a Embaixada da Argentina mas, até a última atualização desta reportagem, não obteve retorno.

CNN Brasil