Segunda, 19 de Janeiro de 2026
22°C 34°C
Santa Quitéria, CE
Publicidade

Um mês do asfalto derretido: após Santa Quitéria virar manchete nacional, veja como está a situação agora e se melhorou tráfego

Recapeamento chegou a grudar no pneu dos veículos e na sola do sapato de quem cruzava a estrada

Thiago Rodrigues
Por: Thiago Rodrigues
28/09/2023 às 13h10 Atualizada em 28/09/2023 às 13h12
Um mês do asfalto derretido: após Santa Quitéria virar manchete nacional, veja como está a situação agora e se melhorou tráfego
Fotos: Júlio Gaúcho/AVSQ

Há cerca de um mês, Santa Quitéria estampou manchete nacional com um fenômeno não muito comum: o "derretimento" do asfalto na CE-257, na rua Professor Otávio Terceiro de Farias. No primeiro momento, muitos ficaram incrédulos, entretanto, o fato passou a fomentar os comentários das pessoas nas ruas e nas redes sociais, acerca da má qualidade dos serviços de reparo e restauração feitos meses antes e agravado com as altas temperaturas que castigam o município neste período.

Como narrado pelo A Voz de Santa Quitéria, a Superintendência de Obras Públicas (SOP) confirmou que o trecho de 150 metros da rodovia apresentou uma patologia ocasionada pelo excesso de ligante asfáltico (uma espécie de "cola" que mantém o asfalto preso à pista).

Continua após a publicidade
Anúncio

"A alta temperatura acaba influenciando na dilatação da pavimentação e assim esse ligante tende a migrar a superfície. E no momento que tende a migrar para superfície, ele fica exposto por conta do calor e fica aparecendo. E o tráfego intenso de veículos ajuda a arrancar o asfalto", explicou o engenheiro Bruno Brito, especialista em asfalto, sobre o processo de exsudação (suar) que o material sofreu ali.

Mediante a repercussão que tomou, a SOP correu para refazer o pavimento, tendo notificado a construtora responsável e o serviço sido concluído na primeira quinzena deste mês. "Estava dentro da garantia contratual, não representando dano ao erário do Estado", completou a nota, assegurando que a obra seguiu as especificações técnicas exigidas. Até o presente momento porém, a área continua sem sinalização, o que segundo o órgão, é de responsabilidade do Detran.

Passado um mês do incidente, conforme a opinião da população, é evidente a diferença entre o trabalho de manutenção inicial e o realizado após o derretimento. Para Naciara Ana, "a reforma foi bem executada. Na primeira vez, parecia ter sido feita rapidamente, e era perceptível que havia imperfeições. Nesta segunda vez, o asfalto está liso e bem feito". Já para o motorista Ernane Lima, "esse tá salvo, não tem mais perigo, pode até criar um buraco, mas com bastante tempo, porque foi feito com brita".

Aguarda-se, agora, que as providências acerca da sinalização sejam adotadas com urgência, para que regularize a situação por completo e traga segurança e um bom tráfego para os motoristas e pedestres que passam por ali, numa das vias mais movimentadas da cidade.