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Trabalhadores de Santa Quitéria enfrentam desafios com a exposição ao sol

Sejam pedreiros, garis, feirantes, entregadores, ou outras profissões que, para realizarem suas atividades, se expõem à alta intensidade de radiação solar, é importante que alguns cuidados sejam tomados

Raflézia Sousa
Por: Raflézia Sousa
28/11/2023 às 08h21
Trabalhadores de Santa Quitéria enfrentam desafios com a exposição ao sol
Foto: Júlio Gaúcho/AVSQ

Com o período de calor intenso em Santa Quitéria, trabalhadores de diferentes áreas que necessitam se expor diretamente ao sol estão enfrentando dificuldades com as altas temperaturas, que chegaram a registrar 41,8ºC no dia 18/11. Segundo especialistas, essa prática pode impactar diretamente na saúde e desempenho profissional. 

Sejam pedreiros, garis, feirantes, entregadores ou outras profissões que, para realizarem suas atividades, se expõem à alta intensidade de radiação solar, é importante que alguns cuidados sejam tomados.

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O diretor do Hospital Municipal, Domilson Monte, alerta que esses trabalhadores precisam tomar algumas medidas de prevenção ao adoecimento, como o câncer de pele, desidratação ou pedras nos rins, causados pela pouca ingestão de líquidos ou pelo calor excessivo. Além disso, pede que utilizem roupas adequadas, buscando amenizar o calor e a temperatura do próprio corpo.

“Evitem se expor demais ao sol, usem protetor solar e façam a ingestão de bastante líquido, para que possam estar repondo e futuramente não ter uma complicação de saúde” e completa, alertando sobre o câncer de pele: “a gente sabe que a pele é o maior órgão do corpo humano, o que está mais exposto a radiação solar [...] e no futuro pode surgir uma mancha, uma ferida, e se transformar em um câncer, então é importante essa proteção”, orienta.

O servente de pedreiro Jackson Freire diz que o sol prejudica o trabalho e tem sido desgastante. “Tem que sempre estar tomando uma água, para poder se hidratar. Pode afetar a saúde, inclusive tem gente que dá febre e dor de barriga”, pontua. 

Wagner Martins é pedreiro e conta que tem dificuldades em trabalhar nessas temperaturas. “Não é nem o trabalho que é pesado, o que ‘enfada’ a gente é o sol”, destaca. Ele afirma acreditar que sua saúde pode ser prejudicada, principalmente os rins. “Eu mesmo já tive, de vez em quando aparece umas crises de rim, essas coisas. É horrível demais, dá uma dor muito grande, a gente se hidrata, mas não é o bastante, o tempo é muito quente”,  declara.

O trabalhador relata que as autoridades municipais poderiam contribuir fornecendo protetores solares como suporte a esses trabalhadores que enfrentam o sol diariamente.