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A união do centro, a indefinição na esquerda e a divisão da direita na disputa pela prefeitura de Fortaleza

Confira a coluna do jornalista Reginaldo Silva

03/02/2024 às 14h50
Por: Reginaldo Silva
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O time do prefeito Sarto está definido e escalado para disputar à prefeitura de Fortaleza. Na noite desta sexta-feira, Sarto reuniu os principais nomes do grupo, antes do lançamento do Programa Vida Nova, que investirá recursos da ordem de R$ 2,2 bilhões, em novas obras na capital cearense, atendendo sobretudo, a periferia da cidade.

Sarto sabe onde está a deficiência e procura com ação cirúrgica resolver os problemas da gestão para tentar alavancar sua popularidade. O objetivo do gestor é compensar a baixa sofrida pelo PDT do Ceará ao lado das duas maiores estrelas da política cearense das ultimas décadas, Tasso e Ciro.

É com esse time que eu vou. Diz a imagem de Sarto no Paço Municipal, ao lado do ex-senador Tasso Jereissati, do ex-ministro Ciro Gomes, do ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, do vice-prefeito, Élcio Batista, do presidente da Câmara Municipal, Gardel Rolim, do vereador, Elpidio Nogueira e do deputado estadual, Antonio Henrique. A imagem não deixa dúvidas do casamento do PDT com o PSDB, bem como da união do centro na disputa pela prefeitura de Fortaleza.

Já no campo da esquerda, a candidatura de maior consistência vem da federação PT, PV e PC do B, cinco nomes são indicados, todavia, dois nomes em especial, surgem no cenário com maior probabilidade de escolha. Luizianne Lins e Evandro Leitão, presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, recém filiado a sigla petista. Os dois estão abordando táticas diferentes para convencer o partido, os aliados e ganhar popularidade para ser indicado pela legenda.

Luizianne decidiu que primeiro vai tentar convencer a militância do partido que é o melhor nome para representar o PT na disputa pela prefeitura de Fortaleza. Nesta última quinta-feira, a plenária da deputada federal lotou a sede da agremiação em Fortaleza, em ato de pré-campanha e ganhou um aliado de peso, o secretário de Articulação Política do Governo do Ceará, Waldemir Catanho, que entre outras palavras disse que Luizianne não tem “nenhum veto de partido aliado” e que ela é “a maior liderança de esquerda de Fortaleza”.

Já o presidente da Assembleia Legislativa, Evandro Leitão, espera contar com a definição do nome a partir do apoio do senador e ministro da Educação, Camilo Santana. Evandro tem adotado a estratégia de bastidores e de formação de blocos partidários. O parlamentar mostrou força no evento de filiação ao PT e agora na visita do presidente Lula ao Ceará. Leitão espera se fortalecer neste cenário político, a partir deste domingo, com o crescimento do PSB no Ceará, com a chegada do senador Cid Gomes, prefeitos e lideranças que se filiaram ao partido e podem se tornar um aliado importante nesta definição de nomes do campo progressista.

Na esquerda o cenário segue indefinido entre Luizianne e Evandro, mas, tudo tem que ser articulado com muito cuidado para não provocar rachas, a experiência da eleição passada para o governo do estado, mostra que preterir alguém, pode ter um fim desastroso.

No campo da direita, o cenário é de divisão, os principais expoentes da direita identitária e moderada seguem rumos diferentes. Capitão Wagner, representando o campo da direita mais moderada, segue liderando os últimos levantamentos de dados, o deputado federal André Fernandes, principal nome do bolsonarismo no estado, continua defendo pautas conservadoras e de combate as ideias da esquerda, enquanto o senador Eduardo Girão, mantém o discurso de defesa da Vida, Família, Ética e liberdade.

Capitão Wagner voltou a bater na política de segurança pública do estado, devido aos últimos fatos de insegurança na capital cearense, André Fernandes, também seguiu a mesma linha. A direita vai certamente, enveredar por essa pauta, á medida que os números favorecem esse debate político. Wagner afirmou que essa política de segurança pública em Fortaleza “segue sem rumo e sem prumo”.

Na direita, ainda existe uma esperança que esse bloco possa se unir, sobretudo, em um eventual segundo turno. Aliás, quem se comportar melhor no primeiro turno, seja de centro, direita ou esquerda, pode levar vantagem, caso chegue ao segundo.

Pois é, estamos a uma semana do Carnaval, mas os blocos que estão em movimento, são os blocos da política.

Reginaldo Silva
Sobre o blog/coluna
Reginaldo Silva é professor, radialista e jornalista.
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