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‘Golpe do Combustível’ que pode causar prejuízo de quase R$ 10 mil por ano a motoristas, alerta Procon Ceará

A fraude foi constatada com o uso do chamado “vasômetro”, recipiente de 20 litros que os postos são obrigados a manter para aferição

Rita de Cássia
Por: Rita de Cássia
23/02/2026 às 10h39
‘Golpe do Combustível’ que pode causar prejuízo de quase R$ 10 mil por ano a motoristas, alerta Procon Ceará
Foto: Freepik

A fiscalização do Procon Ceará tem intensificado o combate a fraudes em postos de combustíveis, setor que figura entre os principais alvos de denúncias nos canais de atendimento do órgão. Em operações recentes na capital Fortaleza, as equipes identificaram estabelecimentos que utilizavam mecanismos para subtrair valores diretamente do bolso do consumidor no momento do abastecimento.

Em um dos casos mais alarmantes, foi descoberto um posto que desviava 20% do combustível adquirido. De acordo com o superintendente do Procon Ceará, Diego Barreto, a fraude foi comprovada através do “vasômetro”, um recipiente de 20 litros que todos os postos são obrigados a possuir para aferição.

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“Nós constatamos que não estava entrando; estava marcando 20 litros mas, na verdade, só entraram 16 litros no vazômetro”, relatou Barreto, classificando a situação como um “absurdo que não pode ser tolerado”.

O impacto financeiro dessa irregularidade é especialmente severo para profissionais que dependem do veículo para trabalhar. O Procon realizou um cálculo amostral: um motorista de aplicativo ou taxista que gasta, em média, R$ 1.000 por semana com abastecimento, perde R$ 200 ao ser vítima dessa fraude. Ao final de um mês, o prejuízo acumulado chega a R$ 800, totalizando uma perda anual de R$ 9.600.

Barreto enfatiza que esse montante é subtraído do trabalhador de “forma criminosa”. Além da fiscalização da volumetria, o órgão também monitora a qualidade dos produtos em conjunto com a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e o Instituto de Pesos e Medidas (IPEM/Inmetro).

Estabelecimentos flagrados cometendo irregularidades graves podem sofrer sanções severas, incluindo a lacração imediata das bombas ou até o fechamento total do posto.