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Lígia Protásio completa os primeiros 180 dias à frente da Prefeitura; como os quiterienses avaliam a gestão?

Populares ouvidos pela reportagem cobraram uma atenção melhor nas áreas da educação e saúde

Raflézia Sousa
Por: Raflézia Sousa
10/10/2023 às 19h09 Atualizada em 10/10/2023 às 19h27
Lígia Protásio completa os primeiros 180 dias à frente da Prefeitura; como os quiterienses avaliam a gestão?
Foto: Bruno Alves/PMSQ

Completa nesta terça-feira (10/10), os primeiros 180 dias de governo interino de Lígia Protásio na Prefeitura de Santa Quitéria. Em meio a tensão, expectativas e incertezas, a vice-prefeita assumiu o cargo em 13 de abril, com a operação da PROCAP que culminou no afastamento do prefeito Braguinha. No último dia 03, porém, a Justiça decidiu prorrogar o afastamento por igual período e mantendo as investigações em andamento, devendo Lígia permanecer no comando do Executivo até abril de 2024.

Como em toda nova administração, substituiu por completo o secretariado, optando por quadros mais técnicos e de sua confiança. Enfrentou situações críticas que necessitavam de resolução imediata, como: saúde, limpeza pública e transporte escolar, consideradas ainda as suas maiores dificuldades. 

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Criticada por ter deixado a articulação política em segundo plano, escolheu “colocar a casa em ordem”, como declarou em entrevista recente ao nosso site. Manteve uma relação bem próxima com o Governo do Estado, inclusive prestigiada em alguns eventos pela cúpula e com obras de infraestrutura asseguradas.

No entanto, foi instaurada ao longo dos meses uma severa crise entre os poderes Legislativo e Executivo, chegando ao ponto da abertura de dois pedidos de cassação, um contra a prefeita em exercício, cujo desfecho deve ser encaminhado nas próximas semanas, e o segundo contra o prefeito afastado, tendo sido arquivado.

Com a renovação do mandato interino, Lígia ganha mais tempo para iniciar suas ações políticas de olho no próximo ano, decidindo durante este período qual será seu destino partidário, cuja propensão e preferência é pelo PT e assim, tentando criar forças para uma candidatura em meio a outros grupos como o de Tomás e do próprio Braguinha.

A Voz de Santa Quitéria foi às ruas para ouvir como a população tem avaliado a gestão interina e quais são as expectativas para os próximos seis meses.

Os quiterienses cobraram uma atenção melhor nas áreas da educação e saúde, queixando-se de falta de profissionais e medicamentos na CAF e nas UBS. Elândia Gomes, do bairro Botafogo, expressa que a saúde deixa a desejar: “Pra mim tá péssimo, a gente chega nos postos de saúde para fazer uma consulta e não tem remédio, as prateleiras estão vazias, só falam que vai chegar, e a gente sai de lá só com a receita na mão”.

Maria do Socorro, do assentamento Raposa, considera que esta problemática já vem de tempo e está apenas se repetindo: “Não tenho o que reclamar, a rota escolar está boa, dá prego normal, antigamente dava mais. Nem melhorou, nem piorou, mas seria bom que melhorasse, se ela quiser continuar, porque vou ficar no pé”.

Já Francisco José, da Cohab, elogia o trabalho realizado, mas não deixa de pontuar que precisa ter mais investimento em educação e geração de renda. “Prioridade deveria dar a esses setores, a cidade também gerar emprego, renda, que o comércio precisa, tá parado, só aquele movimento dos aposentados. Acho que tá razoável, precisa mais de investimento pro dinheiro poder ficar aqui e fortalecer”, completou.

Sobre a educação, Maria Jocélia, do assentamento Alegre Tatajuba, conta que “os pequeninos querem estudar mas não tem como”, e por isso, solicitaram mais uma sala de aula para as crianças, mas ainda aguardam a construção. Além disso, Maria informa que há uma semana não tem merenda escolar, e devido a falta de comida, o ensino que é de tempo integral, tem sido apenas durante a parte da manhã.

O feirante Raimundo Nonato avalia que Lígia “está trabalhando bem, fazendo o que ela queria mostrar na área de infraestrutura, servindo aos cidadãos e acredita que ainda vai melhorar, realizar muitas obras, porque tem gás e vontade de trabalhar”. 

Em sua última fala ao A Voz de Santa Quitéria, no dia 04, a gestora comentou as expectativas para os próximos 180 dias: “temos vários projetos em andamento, que a gente vai dar início posteriormente e tem outros projetos que começaremos a contemplar também”, e espera que possa trabalhar juntamente com os três poderes para tirar a cidade da instabilidade.

Confira entrevista concedida hoje mais cedo à Plus FM 106.5