Podem criticar o senador Eduardo Girão de qualquer coisa, mas é inegável que ele se manteve fiel aos valores conservadores e na defesa intransigente do bolsonarismo em todas as circunstâncias.
A pré-candidatura de Eduardo Girão (Novo) ao Palácio da Abolição será lançada neste domingo (30), em Fortaleza, com a presença do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, além de uma leva de senadores e deputados defensores da mesma pauta de Girão.
Ainda não se sabe se Michelle Bolsonaro estará presente no ato. Mesmo ausente, em razão das circunstâncias da prisão de Bolsonaro, é dela a principal contribuição para o avanço da pré-candidatura de Girão.
Michelle publicou em suas redes sociais um vídeo de Ciro Gomes fazendo duras críticas ao bolsonarismo. Mesmo sem dizer uma palavra, ela deixou uma mensagem subliminar clara: esse tipo de postura não deve ser apoiado pelos seguidores do Capitão.
Sinceramente, não acredito no fim da polarização entre Lula e Bolsonaro nessa próxima eleição, mesmo sem a presença do Messias no pleito, a exemplo do que ocorreu quando Lula estava preso e Haddad assumiu a candidatura. Agora, o mesmo roteiro deve se repetir com papéis invertidos, Bolsonaro na prisão e seu filho Flávio desempenhando o papel político de Haddad naquele período.
É neste cenário que surge Girão, fiel na defesa de Bolsonaro, mesmo em circunstâncias de situações indefensáveis, como no período da pandemia. A fidelidade seguiu no combate aos ministros do STF, se manteve contra Alexandre de Moraes e agora na defesa da anistia para livrar o ex-presidente da prisão.
O histórico de Girão fala por si só, dificilmente a ala mais conservadora defensora do bolsonarismo raiz deve deixar de apoiar Girão para embarcar em uma pré-candidatura de Ciro com o apoio da direita.
Junte-se a isso o temperamento de Ciro, que se mantém em silêncio em relação à última postagem de Michelle, cuja imprevisibilidade de Ciro fica em aberto, podendo surgir uma nova declaração a qualquer momento.
Se minhas previsões estiverem corretas, será difícil retirar o nome de Girão do páreo, que deve crescer nos próximos levantamentos de pesquisa impulsionado pelo apoio da ala mais conservadora.
Diante de tudo isso, surge uma previsão mais otimista para os “centros”, de “direita” e de “esquerda”: em 2030, nem Lula, nem Bolsonaro estarão mais em campo. A aposentadoria chega para todos, inclusive para eles.
Em 2030, a política terá que se reinventar sem Lula e Bolsonaro, a peteca será lançada para o alto, quem for mais hábil, fizer a melhor leitura e estiver no lugar certo poderá ficar com ela. A partir daí começa um novo ciclo de poder.