
Ciro Gomes, candidato ao governo do Ceará, prestou depoimento nesta segunda-feira (31) ao Ministério Público Eleitoral como testemunha em uma investigação sobre a suposta interferência de facções nas eleições de Sobral. O procedimento tramita sob sigilo.
A investigação ganhou força após a Operação Omertà deflagrada em agosto, apontar que uma organização criminosa teria cobrado até R$ 60 mil de candidatos para permitir o acesso a determinados bairros durante a campanha de 2024. Ciro havia relatado uma denúncia semelhante na mesma época.
A operacão prendeu preventivamente três vereadores de Sobral (Carlos do Calisto, Mário Vicktor e Junim do Povo) além de investigar outros agentes públicos e integrantes de uma suposta organização criminosa. Os parlamentares também foram afastados dos mandatos por 180 dias.
Após o depoimento, Ciro confirmou que entregou ao MPE as informacões que possui sobre o caso, mas afirmou não poder revelar detalhes devido ao segredo de Justiça. A investigação ainda está em andamento.